quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Uau, acho q dessa vez bati recorde! Faz 3 anos que não posto nada. Caramba! Fiquei chocada! 😂
Bom, acho q vale um pequeno resumo do que foram os últimos 3 anos na minha vida. A começar de onde parei. 2012, até onde eu lembro, não teve grandes emoções. O que mais marcou esse ano, sem sombra de dúvida, foi a paixonite por um professor. Aí, que saudades daquela época. Não que eu esteja tão mais velha a ponto de olha pra trás e me ver imatura, mas admito que cresci absurdos. A cada ano, eu diria, crescemos e amadurecemos. Tantas experiências são agregadas no período de um ano. Enfim, 2012 terminou bem. Fiz uma nova amizade, a Júlia, uma comédia, um doce. Desde então nossa amizade cresceu bastante, e tenho muito carinho por ela e pela família dela. Também reencontro amigas, a Amanda foi um reencontro inesperado. Estudamos juntas na quinta série, que eu lembre éramos grandes amigas! Mas teve mistura das classes na sexta série e nunca mais nos vimos depois, até o segundo ano do colegial 😂. Por último, a Ana também tava na minha sala. Minha melhor amiga desde a quinta série. Nunca perdemos o contato. Ela inclusive foi na Espanha me visitar. Foram 2 semanas muito legais, fomos a parques temáticos, vimos filmes, foi bem divertido! Durante um ano, enquanto eu tava na Espanha, ela se mudou pra Curitiba, depois voltou pra São Paulo no primeiro ano do colegial, então estivemos longe, mas nossa amizade continuou. Apesar de que não é aquela amizade tradicional. Hoje não mais. Ainda acho válido dizer que somos melhores amigas, mas mais pela intimidade que temos uma com a outra e pelo fato de nos conhecermos muito bem, por toda a história que temos juntas. Mas hoje tenho
Mais contato com outras pessoas, mais conversas, passo mais tempo com outras pessoas, principalmente com a Carol, uma grande amiga, também inesperada, mas que tem sido uma herdeira amiga, com quem tenho muito mais vontade estar, conversar, dividir os acontecimentos da vida. Enfim, vou chegar em como nos tornamos amigas, preciso seguir uma cronologia aqui, senão me perco. Encerrando 2012, éramos em 5: Eu, Ana, Amanda, Julia e Andressa. A Andressa tinha se mudado de Ribeirão Preto pra São Paulo nesse ano e era nova na escola. Não demorou muito, acolhemos ela e nos tornamos um grupinho. Ela acabou se tornando uma decepção pra mim. Hoje ela está fazendo engenharia de alimentos se não me engano, não lembro onde. É meio confuso, ela começou na UEM, em Maringá, mas agora transferiu pra pirassununga acho. Não sei, mas o que decepcionou foi o distanciamento dela. Entro em mais detalhes daqui a pouco. Esse foi, então, o plano geral de como terminou 2012.
Entramos em 2013, o último ano do colegial. Um ano de decisões, ano de despedidas, de aproveitar os últimos momentos da vida na escola. Foi um bom ano, na somatória total. Decidi que queria fazer medicina. Um curso difícil, não só de ingressar, mas também de cursar. De qualquer forma, por causa dessa decisão, comecei a fazer cursinho a noite é estudar de manhã. Durante o primeiro semestre me dediquei com mais afinco ao cursinho. O colégio estava tranquilo. O segundo semestre já apertou um pouco, começamos a revisão no colégio, e acabei me dedicando mais bela do que no cursinho, afinal, passar de ano ainda era prioridade, 😹😹😹. Quanto às amizades, houve uma pequena facção do grupo. O grupo se dividiu, e eu fiquei no meio. O ano terminou com Ana e Júlia de um lado,
Amanda e Andressa do outro. Eu não quis escolher lados, então simplesmente tentei o máximo que pude transitar entre um lado e outro. Hoje o grupo acabou mesmo. A Andressa está em algum lugar que sobe Deus sabe onde, a Amanda está fazendo arquitetura no Belas Artes, a Ana psicologia na PUC e a Juju faz relações públicas na Casper Líbero. Eu sou a única que ainda estou no cursinho 😔. Mas já me conformei, talvez precise até de mais um ano. Não é o curso mais fácil de entrar 😬. O ano acabou, nos formamos, foi bom. Chegou um ponto em que já não aguentava mais estar naquele lugar. Era muito cheia de crianças mimadas, professores insuportáveis, infelizes com o próprio trabalho que descontavam nos alunos. O dia a dia lá era repetitivo. Sinto falta das, mas não a ponto de desejar estar de volta. Não de todas as pessoas, mas das minhas amigas, das risadas, da sensação de que estava indo a algum lugar, de que tava fazendo alguma coisa da vida, mas no geral, estou feliz de ter terminado esta fase.
Finalmente, chegamos em 2014, o ano das maiores turbulências na minha vida. Foi um ano pesado. Obviamente, não passei em medicina direto do terceiro. Infelizmente não tenho esse cérebro avantajado. Fui fazer cursinho no poliedro. Na vila Mariana, longe pra caramba de onde eu moro (Morumbi) 😒. Mas é o preço pra passar, ou não, 😂😂. Enfim, o ano começou bem, estava ficada em estudar, e foi assim durante o primeiro trimestre. Aí minha vó morreu 😔. Eu fiquei muito triste, amava ela muito, ela ainda faz muita falta. Pra ser sincera, qndo aconteceu, não consegui acreditar logo de cara. Ela era tão presente nas nossas vidas, mas não a víamos muito, então não parecia que ela tinha ido. Parecia q ela estava lá na casa dela, e que algum dia iríamos visitá-la, e lá ela estaria. No começo foi difícil de digerir, de ir visitar, e ver apenas meu vô. Enfim, não bastasse isso, meu pai perdeu o emprego em agosto e está agora desempregado, 🙁. Com a economia no estado que está fica ainda mais complicado. E pra fechar, em setembro ainda descobrimos um tumor no cérebro do meu pai, 😱. Como eu disse, foi um ano pesado. Não passei, de novo, e de novo, cursinho. Continuei no poliedro, mas a rotina mudou. Desde que minha vó se foi, meus país decidiram voltar a frequantar a igreja do meu vô, que não sei se mencionei, é pastor de uma pequena igreja em São Bernardo do Campo, onde aliás, eu nasci. Meu vô sofreu com a morte da esposa, poxa, 43 anos juntos mal é brincadeira. Mas acho q o q mais fez falta pra ele foi estar sozinho. Minha avó sempre foi uma mulher que preenchia o ambiente. Ela se preocupava demais com ele, era muito amorosa e preocupada, então imagino que de repente se ver sozinho foi um choque pra ele. De qualquer forma, passamos a ir nos domingos ajudar, fazer companhia, dar suporte em geral. Até 2014 foram só nos domingos, mas desde o começo desse ano as coisas mudaram e por isso esse ano também não foi o mais leve.
2015 começou com novos ares e muita vontade de fazer as coisas melhorarem. A igreja estava na UTI, estava com 25 membros se muito. Então, por isso, minha mãe resolveu mudar as coisas. Éramos em pouquíssimos jovens, ainda somos, mas aos poucos estamos cessando. Éramos em 5, todos amigos de infância. Eu e minha irmã começamos uma banda, pra tentar tocar os louvores ao vivo, e não em playback como fazemos, e pra isso precisamos de ensaios semanais. Além disso, o grupo de louvor passou pra liderança da minha mãe, que institui ensaios semanais também. O culto das senhoras era nas quartas feiras, e sob a liderança de uma das senhoras da igreja, não estava indo pra frente. Minha mãe resolveu assumir essa responsabilidade e passou os encontros pros fins de semana também. Ou seja, as dias a igreja começaram a ser frequentes todos os sábados e domingos. O problema era q o poliedro é um curso muito puxado. Tem aulas à tarde e de manha nos dias semana e nos sábados aulas de manhã, além de simulados quase todos os domingos. Estava tentando conciliar com a igreja, mas estava me exaurindo demais. A cirurgia do tumor do meu pai acabou sendo só em maio, por uns problemas com o convênio, o que contribui pra acumular ainda mais estresse. A saudades da minha vó bateu mais forte, porque parecia muito mais real agora, um ano sem vê-la nunca tinha acontecido e pensar que não ia mais vê-la nunca mais, pelo menos não até eu morrer e encontrá-la no céu (o que convenhamos, não quero que aconteça no futuro próximo) me encheu de tristeza. Sei que a partir do meio do ano decidi me mudar pro anglo, onde não tem aulas nos sábados, nem aulas no período da tarde, nem tantos simulados. Eu sabia que talvez comprometesse meus resultados agora no fim do ano, mas foi uma escolha consciente entre minha sanidade mental e passar no vestibular. Acho q fiz uma boa escolha, não me arrependo dela, mesmo que esse ano não seja meu ano.
Pra fechar, esse foi o ano de 2015, que está pra se encerrar. Não sei o que esperar dele. Foi um bom ano em alguns aspectos. A igreja está com 60 membros, 10 jovens, e estamos crescendo. Apesar disso, ainda estou esperando resultados de vestibulares e ainda há provas por fazer, mas quem sabe? Espero passar! Ainda tenho algumas provas pela frente de boas faculdades, vamos esperar e ver.
Foi bom recapitular os últimos 3 anos. Espero voltar antes da próxima década! 😂😂.
Be*jos
Anne*martinez
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